Henri Matisse

The_Sorrows_of_the_King

Matisse é um dos vários pintores que eu considero quase perfeitos. O que mais me atrai são as cores e o movimento aplicado às formas humanas ou não. Seria capaz de passar horas a contemplar este quadro.

Monstro

Nunca bebi em demasia. Um copo de vinho num jantar com amigos, um cocktail numa festa de Verão, uma bebida numa saída à noite, porque não? Nada mais. Nunca me fascinou. Não gosto daquela sensação de atordoamento e de estar em êxtase e em descontrolo. E nunca compreendi porque é que as pessoas bebem de forma exagerada, ficam tontas, enjoadas, vomitam, choram, fazem figuras tristes, etc, etc.

E não imaginei que, um dia, fosse viver com este monstro. Estou ainda a tentar perceber qual será o melhor caminho para ajudar a pessoa que mais amo. Quero tirar-lhe este mal e desejo voltar a viver com sobriedade, livre de medos e constrangimentos.

Mantenho-me convicta, mas custa muito. Dói.

Dormindo com o inimigo (#1)

copo

«Como é que se fica dependente do álcool?

O processo de dependência do álcool desenvolve-se como o de qualquer outra dependência, como por exemplo em relação ao tabaco, às drogas e outras substâncias psicoactivas.

Começa-se por experimentar beber, depois bebe-se pontualmente e daí passa-se a beber com regularidade, até criar dependência. Para algumas pessoas é um processo relativamente rápido.

Quais são os sintomas da dependência alcoólica?

  • Sentir grande necessidade de consumir bebidas alcoólicas;
  • Incapacidade para controlar o consumo, seja o início, o fim ou os níveis de consumo;
  • Síndrome de abstinência – estado de abstinência fisiológica quando se para ou reduz os consumos;
  • Tolerância ao álcool;
  • Abandono progressivo de interesses alternativos em favor do uso da substância;
  • Persistência no uso da substância, apesar da evidência de consequências manifestamente nocivas.

Deve, pois, estar atento aos seguintes comportamentos e sintomas:

  • Se bebe muito em ocasiões sociais;
  • Se tem episódios de amnésia ou blackouts frequentes – quando, no dia a seguir, acorda sem nenhuma memória ou recordação da noite anterior ou de ter ingerido álcool em excesso;
  • Se utiliza subterfúgios para esconder a bebida alcoólica, como usar garrafas ou embalagens de bebidas não alcoólicas ou esconder as garrafas para que ninguém à volta perceba;
  • Se se irrita e se torna agressivo verbalmente, com declarações de rejeição da dependência da bebida ou mesmo que deixou de beber de uma vez por todas;
  • Se tem medos, comportamentos obsessivos, sentimentos de perseguição contra si próprio ou ciúmes em relação ao cônjuge;
  • Se sente cansaço, insónias, disfunções sexuais, depressão, ansiedade;
  • Se ocorrem fracturas, quedas, queimaduras no corpo ou mesmo convulsões sem causa aparente.»

(em Portal da Saúde)

Provavelmente, muitos de vocês lêem isto e pensam: “Ah, são sinais óbvios. Qualquer um identifica isto ou consegue evitar.” Parece fácil, concordo. No entanto, proponho um exercício de auto-avaliação e de observação àqueles que nos são mais próximos e queridos. Talvez esteja ao nosso alcance tentarmos ajudar.